terça-feira, 24 de novembro de 2009

A garantia do sucesso

Em recente palestra, o ex-chefe executivo do Chelsea e do Manchester United, Peter Kenyon, definiu que o fator que garantiu o sucesso da Premier League tornando-a uma das marcas mais valiosas do esporte, bem como dos clubes participantes, foi a qualidade do espetáculo.

"The name of the game is quality", disse ele.

A qualidade do espetáculo/competição é o que determina o sucesso do produto, independente da competição (Copa do Mundo, Champions League, torneio locais ou regionais), sendo o denominador comum entre elas.

E quais os fatores concretos para esse sucesso ?

- Arenas confortáveis e seguras
- Grandes astros participando da competição
- Organização impecável da competição (logística, regras, etc.)
- Legislação reguladora confiável

Alguma coisa realmente nova nisso ? Não, mas é sempre bom de tempos em tempos repercutir esse conceito pois a cartolagem, principalmente, sempre esquece...

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Tá tudo dominado II

200 partidas manipuladas, em 9 países europeus.

3 partidas da Champions League.

Mas calma, porque nos próximos anos muitos outros escândalos virão.

Quem acompanha o blog tem certeza disso.

Querem apostar ?

Mais mudanças a caminho

Em 16/09 último, publiquei um post chamado "Uma luz no fim do túnel". Tratava da reformulação do projeto da futura arena de Cuiabá para 2014, tornando-a redutível dos absurdos 45.000 lugares para sensatos 28.000.
Pois ontem, surge a notícia da provável reformulação do projeto de Natal dentro da mesma ótica, ou seja, reduzir a capacidade da futura arena de 45.000 para 30.000 lugares.
Incrível como passados quase 6 meses das escolhas, constatamos que os projetos não existem. Os que existiam, estão sendo alterados em vista dos absurdos de concepção, e os que não existiam, continuam não existindo. Nenhum edital foi publicado até agora, o que confirma essa impressão.
Menos mal que as alterações pretendidas para as duas cidades citadas sejam muito bem vindas.
O secretario de Turismo do RN, Fernando Fernandes, informa que nos EUA já existe uma tecnologia que permite a redução de capacidade.

Pois é, uma pena que o secretário não acompanhe esse blog. Na verdade a técnica conhecida como "steel framing" já existe há décadas. Há poucos anos algumas empresas desenvolveram produtos voltados para o segmento esportivo e desde então vários projetos já se utilizaram deles. O SPS (Sandwich Plate System) por exemplo, já foi utilizado em 2007 no hipódromo de Ascot, e várias das arenas usadas na EuroCopa de 2008,tanto na Suíça como na Áustria, tambem sofreram reduções.

Espero que o bom senso alcance outros projetos, especialmente na Amazônia e no planalto central...

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Os maus exemplos

Semana passada foi colocado o teto que recobre o Centro Aquático do parque Olímpico dos jogos de Londres 2012. Em forma de onda, a estrutura pesa 2.800 toneladas.
O equipamento é composto de duas piscinas de 50m, uma de 25m, e uma torre de saltos.
O projeto é muito bonito, mas...sempre tem um mas...
O custo orçado no projeto apresentado ao COI, era de 70 milhões. Fechou em 250 milhões. De libras !!! (750 milhões de reais). E 100% dinheiro público.

Nossas autoridades olímpicas, e não olímpicas, andam enamoradas pela eficiência, experiência, e qualidade na gestão de projetos dos britanicos. Têm ido com frequência à ilha acompanhar os preparativos, e voltam maravilhados com o que viram. Será que é para tanto ? Confesso que não sou dos maiores admiradores dos gestores de sua majestade.
Além dos orçamentos estourados para a Olimpíada (de 4 bilhões de libras já ultrapassou os 9 bilhões), não podemos esquecer o maior "case" de incompetência de gestão de todos os tempos no esporte, que foi a construção do novo Wembley. Um exemplo clássico de tudo que não se deve fazer nessa área.

Agora, já pensaram se para 2016 nosso comitê organizador faz o mesmo ? O mundo viria abaixo. Lá, nem tanto.

Acho que seria melhor deixarmos a Inglaterra um pouco de lado, e mirarmos outros exemplos, até porque, know-how em estourar orçamentos nós já temos.

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Mais do mesmo

O Botafogo comunicou semana passada alguns dos projetos para o estádio Olímpico em 2010. Como meus 6 leitores fiéis sabem, durante o período de fechamento do Maracanã (em reforma para 2014), aquele estádio será o principal local de jogos no Rio de Janeiro.
O clube começa a se mexer com 2 anos de atraso.
Entre as novidades, o fechamento de parcerias com estabelecimentos de alimentação para a diversificação dos produtos oferecidos, e para incentivar os frequentadores a passar mais tempo no estádio ( será que a Casa da Empada ou o Forno de Minas vão fazer os torcedores chegarem mais cedo ao jogo ?). Tambem vão acelerar a realização de shows (no gramado???).
É muito pouco, mas melhor que nada.
A questão crucial porém, ainda não foi revelada (se é que será...) pelo clube.
Nesse período em que o estádio irá sediar a maioria dos jogos de Botafogo, Flamengo e Fluminense, o clube irá receber um % das rendas a exemplo da Suderj com o Maracanã ?
O torcedor do Botafogo terá algum privilégio pelo fato do estádio pertencer ao clube ?
Essas são questões importantes, que os torcedores do Botafogo me perguntam, e para os quais respondo de forma singela.
Não sei.
Alguem sabe ?

sábado, 14 de novembro de 2009

Frase da Semana

"Essa punição equivale a punir o prédio porque a pessoa se atirou na piscina do local. Nós não temos nada com isso".

A pérola acima foi proferida essa semana pelo diretor do São Paulo, Marco Aurélio Cunha, a propósito da perda do mando de campo do clube, em razão de uma invasão de campo.

Vamos ver se entendi. O SPFC é o proprietário e operador do estádio. O SPFC por conseguinte, é o responsável não só pela segurança interna, como também pela manutenção do estádio.

Então, se "nós não temos nada com isso", quem é que tem, cara pálida ?????

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Exemplos, modelos e semelhanças

Ontem foi inaugurado o Novo Estádio Corona,em Torréon, México, com o amistoso entre o Santos Laguna, que se utiliza do estádio, e o Santos brasileiro.
O estádio custou 1 bilhão de pesos mexicanos, e tem capacidade para 30.000 lugares, podendo ser expandido para 38.000.
Convidado do amistoso, Pelé declarou entre outras coisas que "em poucos lugares do mundo se constroem complexos tão modernos quanto o estádio Corona", e que gostaria de ver o Santos construir um estádio igual.
Que semelhancas poderiam haver entre esse modelo, e a situação brasileira ?
Bem, vou colocar alguns "senões" nessa história. Eu sei, vcs vão pensar "lá vem o chato colocar algum defeito", e eu sei que sou, e é porisso que eu tenho apenas 6 leitores fiéis. Se fosse menos chato poderia ter mais. Lamento.
Mas o fato é que existem atipicidades sim.
Em primeiro lugar, o "modelo" é diferente porque o Santos Laguna não é um clube de sócios, como o Santos, mas um clube que pertence a uma empresa. No caso específico, a maior industria de bebidas do México, o grupo Modelo. A empresa criou o clube em 1982, como ponta de lança de sua estratégia de marketing visando associar as marcas do grupo ao esporte mais popular do México. Sendo assim, não foi um investimento de mercado, mas uma ação do grupo no sentido de, através do poder financeiro, dar mais visibilidade ao Laguna, que ainda é um clube relativamente pequeno. Pequeno mas com um padrinho poderoso.
O nome do estádio, Corona, é da cerveja mais vendida no país, uma das marcas do grupo, e portanto, não pode se caracterizar como uma operação de naming rights, porque o dinheiro sai de um bolso para entrar no outro (da mesma calça).
Sendo assim, é bem difícil para o nosso Santos, ou qualquer outro clube brasileiro, obter no mercado real os aportes para investimentos semelhantes.
Não acredito no modelo de times de empresas no Brasil. Acredito que nossos clubes de futebol podem ser geridos como empresas (em termos de eficiência), mas não pertencerem a empresas, que em algum momento podem desistir do projeto e repassar os times para os primeiros aventureiros de plantão.
E outra coisa. O estádio nem é essa Brastemp toda, pois 70% dos lugares não são cobertos. Modernidade estranha essa heim Pelé...