quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008

O adeus de Guga e a herança no tênis

Ontem o Guga disse adeus às competições no Brasil. Um fenômeno. Sem estrutura, física e material, sem apoio de federação, construiu uma carreira brilhante, sendo considerado numa enquete especializada um dos 40 melhores tenistas de todos os tempos. Um dos temas de discussão mais frequentes desde sua anunciada decadencia física, é o da chamada herança-Guga no tênis brasileiro. A conclusão recorrente é a de que nossos dirigentes e autoridades não souberam aproveitar essa era de ouro para massificar a prática do esporte, popularizando-o e preparando uma geração de novos Gugas. Independente das políticas públicas que poderiam ter sido implantadas para que aquele objetivo fosse alcançado, meu olhar, claro, se volta para a questão da infra-estrutura. Não existe infra tenística no Brasil. Não possuímos um grande palco, um centro tenístico de porte, permanente, que suporte uma eventual evolução do esporte no país. Nossos palcos são alguns clubes fechados tradicionais, estruturas temporárias para sediar alguma competição pontual, ou uma ou outra arena indoor utilizada em algum evento de maior mídia. Eu pergunto: seria inviável a construção de um equipamento multiuso, mas focado como centro de treinamento e palco de grandes competições, no Brasil ? Haveria interesse de capitais privados num projeto desses ? Precisaríamos primeiro desenvolver o tenis para depois construírmos essa infra, ou primeiro deveríamos ter a infra para que o esporte se desenvolva ? Numa analogia com o esporte mais popular, em todas as épocas, a construção de grandes equipamentos esportivos representou saltos de desenvolvimento notáveis. Em todos os continentes. E vcs, o que acham ? Existe espaço para investimento em infra tenística no Brasil ?

2 Comentários:

Às 21 de fevereiro de 2008 21:26 , Blogger adaochagas disse...

Existe espaco , existe interesse, existe demanda, existe retorno e dependendo do estado o esporte pede uma empresa privada pra assumir essa bandeira tendo com isso retorno garantido. Porem ainda nao existe visao ou interesse nesse segmento. Sendo assim,respondendo a sua segunda pergunta, primeiro necessitamos criar um evento bem estruturado unindo o social ao profissional, englobando tudo que estiver no meio :) (esse projeto nao e' dificil e esta feito).
Acredito que essa medida e' o proximo passo afim de ainda pegar carona no fenomeno Guga.ou devo dizer...
GRANDE E ETERNO GUGA, O MAIOR. obrigado e parabens por tudo que fez detro e fora das quadras.

Adao Chagas (integrante do quadro da ATP a mais de 15 anos)

 
Às 29 de fevereiro de 2008 17:35 , Blogger Arenas & Estádios disse...

Isso Adão, precisamos de bons projetos. Bons projetos, geram bons retornos. A iniciativa privada quer retorno, de grana e de imagem.

 

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