terça-feira, 11 de agosto de 2009

Substituição

Quem disse que sub-sedes de eventos não podem ser substituídas ? O Comitê organizador da Olimpíada de 2012 acaba de contrariar essa crença (crença pelo visto apenas no Brasil...).
O Villa Park, estádio do Aston Villa, havia sido selecionado como a sede de futebol da cidade de Birmingham nas próximas Olimpíadas. Porém, como o Comitê organizador entendeu que o clube não conseguiu oferecer um nível de comprometimento suficiente, foi cortado, e outras opções serão examinadas. Ou outra alternativa na mesma cidade, ou até mesmo a indicação de outra cidade.
Fazendo um paralelo com a Copa 2014, no nosso caso existem projetos problemáticos e cidades problemáticas. Projetos de difícil execução mas em cidades viáveis. E cidades inviáveis, com projetos idem, pelo menos muitos dos apresentados no processo inicial (e vários deles já alterados, dando a impressão de terem sido de "mentirinha", apenas para justificar a indicação).
Como pelas nossas plagas, em que o fator técnico vem a reboque do fator político, a troca de sub-sedes parece uma realidade distante, mas será que o mesmo pode ser dito dos projetos das cidades ?
Poderia o Grêmio sonhar em se tornar o projeto de Porto Alegre ?
Ou o Coritiba virar o jogo e sonhar o mesmo para Curitiba ?
E São Paulo ? Como seria se o projeto Morumbi naufragar ?
Se a "bóia de salvação" chamada BNDES não emplacar, o que fará a CBF ?
Nuvens negras no horizonte.

2 Comentários:

Às 31 de agosto de 2009 08:57 , Blogger Juventude Libertária disse...

Pouca diferença faz entre Atlético, Coritiba, Inter ou Grêmio.

O fato é que as escolhas politicas tem sim um sentido porque tecnicamente nenhum clube ou cidade brasileira apresenta um bom nível.

Sendo assim o menos arriscado é escolher as cidades de maior economia, pois nelas é mais provavel que apareçam investidores privados além dos seus governos terem mais receitas e mais créditos para conseguirem viabilizar o evento

 
Às 31 de agosto de 2009 14:58 , Blogger Novas Arenas disse...

Discordo Juventude. Em termos de diferença entre projetos de clubes, proponho uma reflexão. Não poderia ser mais atraente para um investidor privado investir numa nova arena, com um modelo de negócio mais rentável, do que investir na reforma de outra com um modelo menos interessante ?
Quanto a escolher as cidades com maiores economias, tb discordo em parte. O mais importante é que a cidade tenha mercado de futebol, massa crítica suficiente para tornar o investimento rentável, e que ao mesmo tempo, não disponha de tantas opções. Vc investiria R$ 180 milhões em Goiania ou em Belém (suficiente para deixar Serra Dourada ou Mangueirão em totais condições para jogos de Copa), ou para construir/reformar um segundo estádio em BH ? Eu investiria em uma das duas primeiras. Abs.

 

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