terça-feira, 27 de abril de 2010

Dura lex, sed lex

Escândalo na Austrália. O Melbourne Storms, um dos principais times de rugby do país, fui punido pela Liga local (NRL) com a perda dos títulos das temporadas de 2007 e 2009. E isso porque o clube trapaceou a NRL ultrapassando o teto de salários estipulado, em A$ 1,7 milhão ao longo dos últimos 5 anos. O teto salarial (salary cap)imposto aos clubes locais é de A$ 4,4 milhões.
O clube contratou e renovou salários de alguns astros locais, garantindo uma remuneração "extra" mantida separadamente do salário oficial (um artifício equivalente ao nosso direito de imagem, só que em outros termos e mais clandestino).
Mesmo a Liga mantendo equipes de auditores para cada um dos 16 times, a fraude só agora foi descoberta.
Os Storms (e bota Storm nisso), além da perda dos 2 títulos, terá que pagar uma multa de A$ 1,6 milhão, bem como devolver os A$ 1,7 milhão pagos de forma irregular.
Além disso estará alijado das finais da atual temporada, e só não haverá rebaixamento porque, a exemplo das Ligas americanas, não existe esse mecanismo.
A lição que fica é que fraudes existem em todos os países, a diferença é que enquanto a "dura lex" é aplicada nos países sérios, por aqui a impunidade corre solta, com penas abrandadas, legislação deficiente e etc.
No Brasil a palavra credibilidade começa com Z, no nosso dicionário.

2 Comentários:

Às 30 de abril de 2010 13:27 , Anonymous Anônimo disse...

Ricardo,

Mudando um pouco de assunto, o Mineirão e a Fonte Nova serão administrados via PPP. Vc conhece os detalhes do contrato? Acha que as PPPs são uma boa opção?

Eu li que Nova Iorque construirá um novo estádio de futebol americano no qual jogarão os Jets e os Giants. O estádio em si será administrado por uma empresa (esqueci o nome), vc sabe dizer se o modelo de gestão deles é mais ou menos parecido com o que será adotado pelo Mineirão ou pela Fonte Nova?

Pedro

 
Às 1 de maio de 2010 01:21 , Blogger Novas Arenas disse...

Pedro, na verdade a PPP é um modelo de financiamento e não de gestão. As futuras gestões da Fonte Nova e do Mineirão ainda não foram definidas. Poderão ser geridas como o Maracanã atual (pela Suderj), ou licitadas gestoras privadas. As arenas esportivas americanas são em grande maioria privadas (ao contrário do Brasil), e a gestão a cargo de empresas privadas. Abs

 

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