quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Mais equívocos

Recentemente em entrevista à Folha Online, o ministro das Cidades, Márcio Fortes, criticou o Governo por se preocupar em fazer obras para a Copa de 2014, que depois não serão usadas. Para ele, tudo depende do fato de não se saber, ainda, quais jogos e seleções as cidades vão abrigar. Segundo o ministro, não adianta fazer um investimento "brutal" em determinadas cidades sem saber se ela receberá jogos importantes.
Ou seja, o Governo está investindo em arenas tendo como objetivo exclusivo a Copa. O ministro se mostra indignado mas ele mesmo mostra não compreender bulhufas sobre o assunto o qual opina. Como pode um Governo (leia-se Federal, estaduais e municipais), investir bilhões em estruturas focando um torneio com duração de 4 semanas ?
A resposta parece óbvia. Não podemos pensar em construir arenas apenas por conta da Copa. A Copa deve ser vista apenas como uma oportunidade para acelerarmos a renovação de nossa infra esportiva. Os ciclos de renovação desses equipamentos são de 30/40 anos. Precisamos pensar que essas serão as arenas que nossos torcedores frequentarão, e que nossos clubes utilizarão nas próximas décadas. Portanto, construir as arenas assim ou assado apenas pensando na Copa não faz sentido. Precisamos pensar em arenas seguras e confortáveis para os torcedores, e com modelos de negócio que permitam uma exploração comercial lucrativa por parte dos clubes que as utilizem.
Por isso ministro, saber quais, quantos, e que seleções jogarão em cada estádio é absolutamente irrelevante. O senhor deve se preocupar em saber isso sim, quais os clubes que os utilizarão depois da Copa.

9 Comentários:

Às 9 de outubro de 2009 08:58 , Blogger Rodrigo Onça Roseti disse...

Soma-se a isso a informação que o Engenhão terá investimentos de R$ 215 milhões para as Olimpíadas, tendo apenas uma década de construção no momento do evento.
Ou seja, nem mesmo o superfaturamento do estádio foi capaz de dá-lo excelentes ocndições. A arena palestra está prevista para R$ 300 milhões, um pouco mais do que a reforma prevista no Engenhão.

 
Às 9 de outubro de 2009 10:52 , Anonymous Julio Guardini disse...

Pois é, Ricardo, e o cara é ministro...

Ainda sobre Copa do Mundo, você chegou a ver no Blog do Torero o texto de Márcio R. Castro sobre a polêmica do estádio em SP? Achei impecável. Taí no link. Abs.

http://blogdotorero.blog.uol.com.br/arch2009-10-01_2009-10-31.html#2009_10-03_03_05_55-10024933-26

 
Às 9 de outubro de 2009 17:02 , Anonymous Anônimo disse...

Pois eu acho que a primeira coisa a fazer e mudar o campeonato brasileiro pra 40 times. Isto mesmo 40. Nada de turno e returno.

Os times jogariam entre si apenas 1 vez.

Isto permitiria incorporar os times do norte e nordeste cuja populacao gosta de futebol e espantaria os times de prefeitura que nao levam ninguem ao estadio.

Times que levam menos de 25 mil pessoas ao estadio nao deveriam participar das competicoes.

 
Às 9 de outubro de 2009 17:06 , Blogger Novas Arenas disse...

Rodrigo. Esses recursos para o Engenhão nada tem a ver com reforma. O estádio foi construído com 45.000 lugares, mas já com a expansão para 60.000 prevista (desde que houvesse a Olimpíada). Portanto esses recursos são para a expansão. Aliás, apesar dos vários equívocos do projeto do Engenhão, esse não foi um deles, pelo contrário. Abraço.

 
Às 11 de outubro de 2009 00:38 , Anonymous FCPOLIDORO disse...

Ricardo...
Qual seu modelo "pratico e perfeito"
de arena pra futebol...com capacidade ate' 70 mil pessoas...numa cidade como Sao Paulo...dentro da realidade brasileira?
Existe alguma referencia no mundo?

 
Às 12 de outubro de 2009 22:39 , Blogger Novas Arenas disse...

FCPolidoro, na verdade não existe um modelo prático e perfeito, porque as realidades são diferentes. Não é uma receita de bolo. As cidades são diferentes, possuem carências, vantagens e desvantagens comparativas, diversas. Pretendo em breve postar um comentário sobre isso, mas entendo que SP possa ter 4 estádios. Abraço.

 
Às 13 de outubro de 2009 00:27 , Blogger Novas Arenas disse...

Julio, eu li o texto. Infelizmente não concordo com algumas colocações. Eu não concordo que o Morumbi se torne um elefante branco pós-Copa, com ou sem as reformas defendidas pela Fifa. O Murombi é um estádio rentável hoje, e continuará sendo após as reformas, e simplesmente porque além de sediar os jogos de um clube com grande torcida, continuará sendo por um bom tempo o maior estádio da cidade. Eu acho que o texto tenta forçar a barra para que o estádio sedie a abertura da Copa do jeito que está (impossível !), ou que SP abra mão da abertura, o que tb não acho razoável. Acho que é preciso fazer as reformas, e para isso toda a sociedade de SP precisa se unir, sem picuinhas de torcida, e ajudar o SPFC, apesar de sua arrogância, a encontrar parceiros e investidores privados para a reforma. Abraço.

 
Às 15 de outubro de 2009 10:52 , Anonymous Julio Guardini disse...

Mas Ricardo, sem procuração para defender nada, mas o texto não disse nada disso. Eu gostei muito do texto por achar bem imparcial. O autor não fala que o Morumbi se tornará um elefante branco, pelo contrário, é contra essa possibilidade. E muito menos defende que o estádio não passe por reforma nenhuma, como vc interpretou. Eu reli o texto, não encontrei esses "poréns" que vc aponta. Abs.

 
Às 15 de outubro de 2009 18:03 , Blogger Novas Arenas disse...

Júlio, separei alguns trechos.
"Em sua megalomania autocentrada, a FIFA adoraria que o governo arcasse com os custos do seu sonho de consumo, pouco se importando que se torne um elefante branco após 4 ou 5 jogos." Bem, concluí que a opinião do autor é a de que, caso o SPFC invista o que a FIfa exige, tornar-se-á um elefante branco. Vc entendeu diferente ? Ou esse outro trecho.

"Se a FIFA continuar com essa postura arbitrária até o fim, cheia de interesses ocultos e evidente politicagem (alguém duvida que, mesmo com ressalvas, o Morumbi se tornará um estádio excelente?), que a cidade de São Paulo perca de uma vez a tal da abertura da Copa."
"Seria ridículo, pela questão do estádio, preterir da abertura uma das cidades mais cosmopolitas do mundo"
"Mas se assim for, nós não queremos mais. Se não por paixão, por razão."
O autor é contra a utilização de recursos públicos no MOrumbi (todo mundo é), mas no fundo não acredita que o clube consiga recursos privados para as reformas. Isso não está escrito mas claramente implícito.
Bem Júlio, se isso não é forçar a barra...
Abraços.

 

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