segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Os absurdos da Copa 2014 I

Vamos iniciar uma pequena série de posts sobre alguns dos absurdos que venho presenciando nesse período que antecede a apresentação definitiva dos projetos das sedes.
Vamos iniciar pelo projeto da Nova Fonte Nova.
Li uma matéria recente, em que o governo da Bahia estaria pensando em "obrigar" os dois grandes times de Salvador, a não mandarem mais seus jogos nos estádios em que jogam atualmente, Barradão e Pituaçu, e compartilharem o novo estádio. Inicialmente pensei que se tratava de piada de mau gosto mas parece que é verdade. Pelo jeito a coisa vai ser na "marra".
Em termos de planejamento de um grande equipamento esportivo, no caso visando principalmente a prática do futebol, existem algumas regras básicas, que se não chegam a ser uma receita de bolo, são passos essenciais a serem observados dentro de uma sequência lógica de ações.
E definir quem se utilizará do equipamento depois de pronto, é um dos primeiros, pois além de garantir sua ocupação, será vital para determinação da viabilidade econômica do empreendimento.
Se o capital em jogo é público ou privado, tanto faz. A necessidade de sustentabilidade é igual.
No caso da Fonte Nova, parece que estão querendo imitar o caso do "Engenhão" e iniciar a construção pelo telhado. Primeiro constroi-se o estádio, investe-se uma fortuna, embasam-se os estudos de viabilidade na fé que o(s) clube(s) aceitem o que se pretende, e depois então, com tudo pronto, partem para negociar com os clubes (que são os agentes que irão dar algum sentido a todo o investimento).
Mas que diabo de planejamento é esse afinal ?
Negociar com os clubes que serão as âncoras do projeto é fator crítico. Tão crítico que enquanto isso não for definido, o projeto não se inicia. Precisa ser negociado com antecedência.
Um assessor do governo do estado declarou que "em algum momento teremos que conversar com os clubes". Em algum momento ? Depois que estiver pronto ? E se não toparem abrir mão de jogar onde jogam hoje ( por n motivos como custo de manutenção, valor de aluguel, divisão de receitas, etc) ?
Serão obrigados ? Chantageados ?
Quem é o consultor desse projeto (se é que existe) ?
É espantoso.

1 Comentários:

Às 31 de agosto de 2009 10:15 , Blogger Juventude Libertária disse...

O Vitória investiu bastante dinheiro no seu estádio e hoje, provavelmente, não ve qualquer cabimento em abandona-lo para utilizar a fonte nova mesmo que ela seja nova e linda.

Porém, para a viabilidade de um estádio como será a fonte nova seria necessário que dois clubes utilizassem para que passasse de 50 jogos por ano (para assim garantir sua viabilidade economica).

Acho que dá para resolver esse problema com facilidade porque uma cidade grande como Salvador precisa de dois estádios porque um deles ficará impedido para jogos em determinados momentos (reformas, aluguel para shows etc).

Só não dá pra entender como eles querem obrigar isso, é preciso negociar e fazer um contrato que seja bom para ambas as partes

 

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